terça-feira, 12 de abril de 2011

Sonho que se sonha só?


Há duas semanas começamos o período mais longo de Joelma. A pós-produção. Se bem que, pelas bandas de cá, fazer um filme, seja ele longa,  curta ou média-metragem é sempre um longo processo. As estatísticas dizem que um filme de longa-metragem demora cerca de 07 anos para ficar concluído no Brasil.

Diga-se de passagem, isso não é um condicionamento que parte exclusivamente de instituições feitas de concreto e pilhas de papel, mas também de instituições físicas, feitas de carne e osso. O processo está aí, limita-se a ele quem quer. O sonho de ver as coisas funcionando, não pode morrer.

Assim, partimos para a terceira semana de montagem. Nas anteriores, juntamente com Íris de Oliveira (montadora), fizemos as seleções das imagens que nos agradavam e de prováveis imagens que poderemos utilizar  para tornar o mundo de Joelma o mais verossímil possível, uma vez que a história dela se assemelhe mais à coisa de cinema. Partimos agora à montagem por sequência, observando quadro-a-quadro, tudo aquilo que nos interessa.

Seguindo a cronologia dos fatos, na imagem temos Joelma (Fábio Vidal) ainda na década de 70. Período em que encontra seu futuro marido, Antônio (Rui Manthur), catando lixo na porta de sua casa. Paixão à primeira vista. A partir de então, Joelma dá casa, comida, roupa lavada e muito mais a Antônio.

E deste encontro, surgem bons frutos. Antônio chega e com ele vem Rosemary (Elisabeth), além de um estímulo maior para que ela faça a sua tão sonhada cirurgia.

Como boa vidente e nas horas vagas, conselheira, Joelma vos fala que nós determinamos a nossa vida e que não há força maior nesse mundo, que a interior. É ela que nos motiva a sonhar. Porque sonho que se sonha junto, é cinema.

Foto: Gabriel Trajano

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