sexta-feira, 1 de abril de 2011

A Moça Bonita!

Desde a primeira postagem abordo a tortura que é pensar Joelma. A tortura ainda continua devido às incertezas da vida. Mas, se fosse fácil, não teria graça.

E mesmo num espetáculo ou filme, com um roteiro pré-definido, sempre há espaço para o improviso. O amigo Veras dizia que “a vida não é aquela coisa que você planeja. A vida é o inesperado.” 

Para tentar aliviar a ansiedade, comecei a assistir algumas imagens brutas durante a semana e pensar em possibilidades na montagem. Notei que preciso trabalhar ainda mais o desapego a elas, apesar de não temer a faca que vai cortar o mal pela raiz, pois são muitas imagens bonitas.

Na imagem, lá pela década de 70, após se mudar para Salvador, Joelma começa a fazer shows como forma de sustento, além de juntar seu dinheiro para fazer a cirurgia. Todos os fins de semana, a Moça Bonita apresentava seu espetáculo na Boate Anjo Azul, dublando Ângela Maria, cantora que lhe inspira desde a infância. O palco, para ela é sagrado. Aqui, Joelma se entrega à música como se estivesse num altar.

É quando ela usava seu melhor vestido, salto alto, peruca, maquiagem, batom forte na boca, unhas pintadas, quadril e peito com espuma. Fazia de tudo para viver o sonho de ser uma mulher com todo o glamour que merecia.

Mas tudo aquilo continuava sendo um sonho. Era preciso ter muita paciência e dedicação para poder fazer sua cirurgia. E o uso correto da faca é essencial para o sucesso desse espetáculo.


Corta!


Foto: Edson Bastos

4 comentários:

  1. olha a faca!!

    Iris :*

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  2. Só tu mesmo viu!

    Boa montagem para nós e suas mãos de fada a manusear a faca.

    Beijo.

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  3. Olá, quando esse curta estará disponível?

    Obrigado!

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  4. Olá Horácio, tudo bem?

    Estamos montando o filme para em seguida finalizá-lo. Nossa previsão é que a partir de setembro ele comece a circular por Festivais.

    Por enquanto postaremos novidades por aqui.

    Abs.

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