segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

É tempo de murici...

Os ensaios começaram e os atores já estão em pleno processo de criação das personagens.

Então, podemos falar do elenco principal desta farsa. Eddy Veríssimo, Fábio Vidal, Rui Manthur e Vinício de Oliveira trabalham o perfil psicológico das personas e entendem sua forma de pensar e agir.

Mas não está sendo tão fácil quanto parece. Agora, é momento de mediar crises e transformá-las em força motriz. A diferença está na concentração de cada uma delas, até porque, aqui, importa também o conflito e não, ser um super-herói. Sempre bom lembrar, que atores também têm sentimentos.

Trejeitos começam a surgir, entonações se assemelham muito ao real, olhares ora desconfiados, ora sem expressão, ora lacrimejantes, ora irritados. Cada personagem estabelece sua relação com o outro e consigo mesmo.

Então, quando tudo parece voltar à normalidade... você coloca mais conflito, pois “é tempo de murici. Cada um cuida de si”.

Agora, quem é quem no jogo do bicho, deixemos para outro momento.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Statu quo

Na interação entre razão e emoção haverá sempre um nó a ser desatado no meio de uma linha tênue. Da mesma forma se dá com a Produção e a Direção.  Alguns nós são feitos e todos são desfeitos. Porque todo problema tem solução.

A interação de Joelma vai muito bem, obrigado! Vejam essas caras concentradas, trabalhando felizes e com foco na carreira.

Após base montada, dias se passaram e definimos as cidades nas quais filmaremos. Salvador, Simões Filho e Ipiaú. 

Um dos primeiros nós desatados foi não podermos filmar todas as sequências que se passam em Ipiaú, nesta cidade. Desta forma, o bairro de Mapele, em Simões Filho, se tornará Ipiaú, a cidade natal de Joelma, à qual retorna no final dos anos 80 buscando uma vida tranquila e reservada. Salvador é a cidade em que ela vai em busca do seu sonho. 

O elenco principal também está definido, já partimos para os ensaios e temos muitas informações sobre as personagens. Mas este é assunto da sua próxima visita à nossa base virtual. 

Agora vamos desatar outros nós. E com esta equipe (mesmo que incompleta na imagem), prevalece a certeza de que o tempo continua a nosso favor. Prova disso é que ainda sobra, até para tirar foto.

Na foto da esquerda para a direita: Renata Hasselman (Coordenação de Produção), Zezé Monteiro (Produção de Locação e Platô), Cristiane Santana (Produção Local em Ipiaú e Produção), Paula Damasceno (Produção de Arte e Objetos) e Dedeco Macedo (Assistente de Direção).


PS: Statu quo ou status quo. O google desata esse nó.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

"A memória é uma ilha de edição"*

Esqueçamos a linearidade. 

Quando falamos em cinema, abordamos representação, linguagem e memória. Mas, para não ficar na abstração, eis que surge a necessidade de definição de conceito, delimitação de um símbolo, pertencente a uma unidade semântica ou de conhecimento. É assim que chegamos à Fragmentação.

Explico melhor. Joelma é narrativa, que aborda a representação de um sujeito pós-moderno, pela perspectiva da sociedade do espetáculo, proferindo um discurso direcionado. Fragmentação constante.

Fazer um filme não significa ter o domínio da linguagem cinematográfica e sim ter o conhecimento necessário para saber entrar e sair de todas as vias possíveis.

Definir locações, atores, equipamentos, equipe, iluminação, planos, falas, ações, figurinos, maquiagem, objetos, trilha, finalização, etc... é como definir cada um dos sintagmas que construirão toda essa estrutura. Esse mundo novo. Essa realidade inventada.

É possível aqui, forjar um espaço, para que ele se torne outro. A estrutura da imagem, ainda não é tão rígida quanto à das letras e números. É assim que Mapele se tornará Ipiaú. É assim que o ator se tornará Joelma. É assim que a tela se tornará papel e a luz uma caneta. O plano, uma frase e as transições, as pontuações.

Não, não é tão simples como está escrito. Escrever com a luz é diferente. É lembrar que Mnemosine, a deusa da memória, intercederá para que o esquecimento seja sempre preservado.


Cinema é preservação da memória, do esquecimento e daquilo que está no meio disso tudo. Pois, é entre a memória e o esquecimento que está o processo criador, a inventividade, a imaginação...

Lembremos da fragmentação. É assim que se dá o exercício da memória.

PS1.: Ao mestre, Otávio Filho.

PS2.: *Wally Salomão.

domingo, 16 de janeiro de 2011

Agora sim.

Quase 20 dias sem postagem nova. Desculpem-me, mas ainda não descobri a fórmula de ser dois. Outras pessoas precisaram de mim. Foi por uma boa causa...

Nesse período muita mudança aconteceu. Não em Joelma. Definitivamente mudo para a capital para começarmos a labuta diária nesta segunda 17/01, com base montada, pois videoconferência e e-mail auxiliam, no entanto não têm o mesmo efeito.

Mas não pense que tudo ficou paralisado. Enquanto isso a equipe trabalhava a todo vapor.

Visitas às locações, seleção de elenco, arte, fotografia e produção continuavam na ativa, em busca das melhores referências. Zezé Monteiro, Camilo Fróes, Luis Parras, Jero Soffer, Dedeco Macedo e Renata Hasselman, unidos, em busca de soluções, para salvar o mundo de Joelma.

O tempo agora será nosso amigo, já fiz o acordo com ele. E fevereiro nos espera. Não, o carnaval esse ano é só em março. Sim, daqui a um mês já estaremos filmando.

Após definições durante a semana, postarei informações novas. Se o caro leitor tiver alguma curiosidade ou sugestão de post, é só responder. Afinal, dizem que uma das especificidades do blog é buscar a interatividade. Então vamos bater um papo?