domingo, 5 de dezembro de 2010

O roteiro e suas metamorfoses


Escrever o roteiro de Joelma foi, sem sombra de dúvida, um dos grandes desafios que tive nos últimos anos. A fragmentação do roteiro, apresentando fases distintas da vida de Joelma, propositalmente me levava a fazer escolhas e consequentemente planejar ações que me guiassem às respostas necessárias.


Recorro aos números, linguagem exata, para visualizarem o que afirmo:
  • 15 livros de roteiro (pelo menos) ajudaram a entender melhor sobre dramaturgia, formatação, estrutura narrativa, personagens, mas nenhum fez o trabalho prático de escrever a história no papel. Sem contar os de outras especificidades.
  • 03 oficinas de roteiro para receber considerações sobre as fragilidades e pontos positivos da trama.
  • 01 pesquisa qualitativa, com público de 20 pessoas, buscando entender a aceitação dos possíveis espectadores do curta.
  • 10 pesquisas de curva dramática, com pessoas distintas, para verificar a recepção do público.
  • 04 anos se passaram e 11 tratamentos foram feitos.

CONCLUSÃO:
  • 65 anos de vida, com muitos pontos de virada não cabem em 13 laudas, meu jovem!
Como os manuais de roteiro propõem: roteirizar equivale a 99% de transpiração e 1% inspiração. Então nada melhor que por a mão na massa.

Hoje: certeza de que a vida imita a arte até em sua transitoriedade. Só precisamos trabalhar o desprendimento, pois, personagens, assim como pessoas, morrem; crimes acontecem; pessoas nascem; casamentos se concretizam (não só na ficção); e roteiros nunca serão filmes. Serão apenas páginas escritas mostrando um caminho tortuoso, que em breve se metamorfoseará. 

Tenho dito.

Nenhum comentário:

Postar um comentário