terça-feira, 30 de novembro de 2010

Pedindo Proteção


Joelma tem uma relação intensa com a fé. Devota contrita de Nossa Senhora, sempre vai à igreja fazer suas orações para agradecer por algo ou pedir proteção.


Sua casa é uma igreja. A igreja das treze almas benditas, sabidas e entendias. Nem sabia da sua existência. Segundo ela, foram treze freiras que desencarnaram e foram transformadas em espíritos de luz.

E como é de luz que se faz cinema, nada mais justo que fazer uma oração para agradecer pelo alcançado até o momento e pedir mais proteção. É sempre bem vinda.

Então vamos lá:
Oh, minha Nossa Senhora das películas, das fitas magnéticas e dos cartões de memória, fazei com que consigamos todos os apoiadores necessários, que toda a equipe técnica esteja em sincronia e abrace o projeto, que todos os atores estejam sempre dispostos para repetir a ação milhares de vezes, que não chova nos dias de filmagem, que não falte fita crepe, que nenhum equipamento quebre, que a iniciativa privada invista no projeto, que as prestações de contas sejam aprovadas, que o filme seja selecionado por diversos festivais e ganhe todos os prêmios, que ele tenha tempo de vida grande e visibilidade internacional. Eu te peço por todo sangue derramado por São Glauber Rocha. Amém!

Ah... e obrigado por tudo!

sábado, 27 de novembro de 2010

Sobre Joelma e formas de tortura

Escrever sobre Joelma tem sido uma tortura.

Mentalizo o tema e sempre recebo de volta a pergunta: o que é que você quer falar? E a resposta é sempre a mesma. Sobre tudo! Impossível, querido! Aqui (no blog), por exemplo, você só deve escrever poucas palavras e colocar mais imagens. As pessoas perderam o costume da leitura. Coloque imagens... Encha de imagens. Resolvido!

Sei perfeitamente que abraçar o mundo com as mãos, nunca foi a melhor solução e que com certeza não vou salvá-lo de todas as injustiças. Então vamos direcionar o foco e falar sobre Joelma. Nas poucas linhas que restam...

Desde 2007 comecei a escrever um roteiro de curta-metragem baseado na história de vida de Joelma, uma transexual. Era tanta história que poderia caber num seriado com diversas temporadas, mas como todo discurso precisa de um direcionamento, com o cinema não é diferente.

E, diga-se de passagem, fazer um filme é dar à luz. Trazer à tona todas as preocupações e ansiedades provenientes da incerteza do que aquele filho irá se tornar. A partir de então procuro dar luz e movimento às palavras escritas no roteiro.

E eis que o tempo é chegado.

Estamos no processo de pré-produção do curta-metragem, finalizando os detalhes do roteiro e da equipe técnica para a partir de então, selecionarmos o elenco que comporá a trama. Mas isso é assunto para outras postagens. É apenas o início. Temos muito ainda pela frente. 

Agora entendo o motivo de tanta tortura...